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Aconteceu no CESAM-DF...

Gestores da Câmara juntamente com educadores do CESAM-DF
Visitando a Aprendizagem na Câmara dos Deputados e Senado Federal

Na última quarta-feira (24) o nosso Inspetor Pe. Orestes Fistarol, acompanhado do Diretor do CESAM, Pe. Sebastião do Rosário, do Gerente Administrativo Financeiro Flávio Lúcio Silva e da Gerente Socioeducativo e Pastoral Tatiana Augusto Furtado, visitaram a Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Além de conhecer nosso escritório dentro da Câmara dos Deputados e toda estrutura oferecida pelo Senado Federal, nosso inspetor pode ouvir, conversar e orientar nossas educadoras de acompanhamento que lidam diretamente com nossos jovens nos dois órgãos. Pe. Orestes, também pode conhecer um pouco da rotina e conversar com nossos aprendizes sobre o trabalho desenvolvido por eles nos setores. Atualmente, nossos jovens aprendizes desenvolvem desde o trabalho administrativo, de informática a ajuda de editoração de material gráfico para os órgãos.

Na Câmara, o projeto pró adolescente já é desenvolvido há mais de 20 anos, programa este desenvolvido para a inclusão social de jovens por meio da educação pelo trabalho. No senado, o programa já um pouco mais recente, mas não menos importante na ajuda da capacitação e formação de jovens junto a sociedade. Na Câmara, Pe. Orestes foi recebido pelo Diretor da Coordenação de Recurso Humanos, Fernando Jaime Bastos e Juliene Maria Ramos Boltelho, Secretária Executiva do Pró-Adolescente. “ Nós que temos que agradecer essa parceria que já dura 13 anos e nos ajudam a colocar em prática esse papel social, onde vocês fazem o trabalho e nós acreditamos que ele pode e vem dando certo”, ressaltou o diretor Fernando. No Senado, quem o recepcionou foi Alexandre de Lana Silva, Chefe do Serviço de Gestão de Estágios. “É muito bom poder ajudar os jovens e ter um retorno tão imediato dos profissionais do CESAM, esperamos manter esse vínculo que faz tão bem aos jovens”, ressaltou Alexandre.

Para Pe. Orestes, que ficou impressionado com toda estrutura que viu, saiu dos encontros com a impressão que isso é apenas mais um passo para a continuação de muitos anos de vínculos entres a duas grandes parcerias que o CESAM tem a honra de caminhar junto. “Fico feliz e satisfeito por tudo que encontrei aqui. É bom saber que temos pessoas engajadas e determinadas a mudar o futuro de nossa juventude”. Ressaltou Pe. Orestes, Inspetor da Inspetoria São João Bosco.

 

Programa de apoio ao Trabalho do Adolescente
Com o intuito de encontrar formas próprias e eficazes de atuar em parceria com a comunidade na construção do bem-estar comum e de uma sociedade mais justa e igualitária, a Câmara dos Deputados criou a mais de 20 anos o Programa de Apoio ao Trabalho do Adolescente — Pró-Adolescente. Um programa de responsabilidade social cuja essência  é a inclusão social de jovens por meio da educação pelo trabalho.

A Lei n° 10.097/2000, conhecida como lei da Aprendizagem, regula a formação técnico-profissional do adolescente aprendiz inscrito no Programa, o que possibilita o contato desse jovem com atribuições compatíveis com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico.

Funcionamento 

Um contrato é celebrado entre a Câmara dos Deputados e uma instituição sem fins lucrativos, cujo objetivo seja proporcionar ao adolescente educação profissional. Atualmente, a instituição qualificadora dos aprendizes é o Centro Salesiano do Menor - CESAM, que além de ministrar o curso teórico de aprendizagem, é responsável pela inscrição, seleção e contratação e acompanhamento psicopedagógico e funcional dos adolescentes que atuam na Casa.

O Pró-adolescente conta com 460 jovens  que trabalham de segunda à sexta-feira, com jornada de trabalho de 4 horas diárias, nos horários da manhã (08 às 12 horas) ou à tarde (14 às 18 horas). Os adolescentes recebem 1(um) salário mínimo, vale-transporte de acordo com o local de residência, vale-alimentação, crachá de identificação e uniforme (camiseta branca personalizada).

Para ingressar no Pró-Adolescente, o jovem deve ter entre 15 e 16 anos e preencher os seguintes requisitos:

Residir no Distrito Federal;
estar matriculado em escola pública ou ser bolsista de escola particular;
frequentar a partir do 8° ano do Ensino Fundamental regular; e
possuir renda familiar per capita igual ou inferior a 1/2 salário mínimo.


O adolescente aprendiz admitido no programa desenvolve qualificação em diversas atividades, sendo oferecida capacitação nas áreas de atendimento ao público presencial e telefônico, noções de informática, noções de secretariado, noções de cidadania e mercado de trabalho, técnicas de recepção, arquivamento e protocolo. O adolescente ainda pode desfrutar de conhecimento das responsabilidades orgânicas de uma grande Instituição e principalmente do acompanhamento in loco do Processo Legislativo Brasileiro.

A Secretaria Executiva do Pró-Adolescente, pertencente ao Departamento de Pessoal da Câmara dos Deputados, é a responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento do Programa. Essa unidade atua de modo a fortalecer as relações cotidianas entre os setores e colaboradores da Câmara e os aprendizes, destacando a importância destes no dia a dia da Casa.
 Além de orientar e coordenar as atividades desenvolvidas pelos adolescentes, a Secretaria Executiva do Pró-Adolescente elabora projetos de desenvolvimento e valorização do Programa, buscando a formação integral dos jovens participantes. Conheça as principais atividades oferecidas.
APOIO ESCOLAR

Ações para melhorar o desempenho escolar dos adolescentes e conscientizá-los da importância do estudo:

Criação do Espaço Viva Leitura, onde os adolescentes realizam empréstimos de livros de literatura, didáticos e dos títulos exigidos pelo PAS/UnB;
Aulas de reforço escolar ministradas por servidores voluntários;
Premiação dos adolescentes com melhor desempenho escolar;
Distribuição do Guia de Dicas de Aproveitamento do Tempo de Estudo.
Encaminhamento dos boletins para conhecimento dos supervisores.
DESCOBRINDO POTENCIAIS

Ações visando harmonizar as aptidões dos jovens com as necessidades dos setores por meio da seleção por competência comportamental:

Construção do perfil de competências com a colaboração do supervisor;
Dinâmica de grupo com foco em competências utilizada na ambientação dos adolescentes para observar comportamentos específicos;
Participação dos supervisores na ambientação dos adolescentes objetivando uma maior integração e comprometimento daqueles que estão diariamente com os participantes do programa.
CÂMARA CIDADÃ

Ações para enriquecer a formação dos jovens e auxiliá-los nos primeiros passos rumo ao mercado de trabalho.

Distribuição do Guia de Dicas e Oportunidades;
orientação profissional e banco de currículos;
promoção da participação dos aprendizes em encontros e palestras oferecidas pela Casa.
DIVULGAÇÃO DO PROGRAMA

Ações visando a integração entre os colaboradores da Casa e os participantes do Programa e a divulgação do Pró-Adolescente para o público externo.

Distribuição da Cartilha Institucional para divulgação externa do Programa Pró-Adolescente;
formação de parcerias internas e externas;
página do Programa Pró-Adolescente na Camaranet;
materiais de divulgação, orientação e informativos direcionados para os supervisores dos pró-adolescentes.
O Programa Pró-Adolescente foi premiado em 1º lugar na categoria Pessoa Jurídica — Projetos Sociais, Edição 2006, do Prêmio Candango de Excelência em Recursos Humanos promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos — ABRH-DF. Este prêmio demonstra que o Programa de Apoio ao Trabalho do Adolescente é a experiência prática da solidariedade e da cidadania, que, ao longo desses anos, criou e multiplicou diversas ações em benefício dos adolescentes participantes, fortalecendo a imagem da Câmara dos Deputados como Instituição socialmente responsável.

Para maiores informações, entre em contato com a Secretaria Executiva do Pró-Adolescente

Localização: Anexo I, 8º andar, sala 804
Telefone: (0xx61) 3216-7484, 3216-7489 e 3216-7483
E-mail: proad.depes@camara.gov.br

 

Senado participa de programa para formação e inserção de jovens no mercado de trabalhoSenado participa de programa para formação e inserção de jovens no mercado de trabalho

Criado no Senado em 2014, o Programa Jovem Aprendiz contribui para a formação profissional de adolescentes de baixa renda. Atualmente, o projeto conta com a participação de 98 aprendizes. Na última turma, lançada em junho deste ano, 38 jovens passaram a atuar com o quadro de funcionários da Casa. Os outros 60 adolescentes, divididos em duas turmas, iniciaram as atividades em fevereiro e maio de 2015. A expectativa é de que o projeto ofereça oportunidade de treinamento para 200 participantes.

De acordo com a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, é muito importante que o Senado seja um exemplo em um momento que o Brasil discute a redução da maioridade penal e a revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para a diretora, essa iniciativa mostra a relevância que o Senado dá à questão, para que a educação e o trabalho andem lado a lado.

- Por um mesmo programa, a gente possibilita a inserção no mundo do trabalho com o aprendizado de práticas vinculadas à área administrativa, à arquivologia, à biblioteconomia, às áreas gráficas e, ao mesmo tempo, propicia uma formação continuada, uma vez que o jovem aprendiz trabalha dezesseis horas no Senado e, por quatro horas, é garantido um treinamento e uma formação, em complementação à sua atividade escolar – afirmou a diretora, destacando que os jovens são recebidos pela Casa sob a perspectiva de aprendizado e não de força de trabalho.

Desse modo, o foco principal do projeto não é contratação da mão de obra, mas a inserção de adolescentes que chegam ao Senado para estabelecer diversas formas de contato com o trabalho.

— São aprendizados de questões como ter responsabilidade com horário, disciplina e relações sociais. Além disso, temos uma gama de carreiras pelas quais eles podem se interessar. Todas essas interações são mais interessantes para o Senado do que contratar uma mão de obra especifica — ressaltou o diretor da Secretaria de Gestão de Pessoas, Rodrigo Brum.

O diretor destacou ainda que o programa está inteiramente ligado aos propósitos da Carta de Compromissos da Casa, que aborda o compromisso do Senado com a comunidade.

Como funciona

Para participar do programa, o jovem precisa atender alguns requisitos, como ter entre 14 anos e 17 anos e 11 meses de idade; ser morador do Distrito Federal; estar matriculado, pelo menos, no 8º ano do ensino fundamental em escolas da rede pública; e pertencer a uma família com renda per capita inferior a meio salário mínimo. Após serem selecionados, os participantes são distribuídos em alguns setores da Casa, segundo a demanda de cada área.

De acordo com o chefe do Serviço de Estágio e gestor do Programa Jovem Aprendiz, Alexandre de Lana Silva, os estudantes são encaminhados a setores como Biblioteca, Gráfica, Arquivo, bem como secretarias e gabinetes. Ele explica que o intuito é estimular a inserção e a manutenção dos jovens no sistema educacional, além de auxiliar na capacitação e propiciar uma formação técnico-profissional.

— O projeto tem um cunho social, que é o de colocar esses jovens a salvo do abandono e da negligência. A ideia é tirar esses jovens das ruas e mantê-los na escola. Todos os participantes são de baixa renda — afirmou.

Antes de assumir os postos de trabalho, os participantes são submetidos a um treinamento presencial com duração de um mês, ministrado pelo Centro Salesiano do Menor do Distrito Federal (Cesam), entidade parceira do Senado, explica Lana. Segundo ele, os adolescentes assistem a aulas teóricas com noções de administração, de informática, de arquivologia, entre outros temas.

— Após se cadastrar no Cesam, o adolescente entra na fila de espera e é chamado de acordo com a demanda por vagas. É feita toda a triagem de requisitos e de documentação. Caso ele passe nessa triagem, recebe ainda uma visita domiciliar para confirmar a veracidade das informações fornecidas — disse.

Segundo Lana, o contrato tem duração de até 24 meses. Durante sua vigência, os adolescentes recebem um salário mínimo, além de vale-transporte e vale-refeição, e têm a carteira de trabalho assinada, com pagamento de fundo de garantia e contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O jovem também tem direito a 13º salário e a todos os benefícios concedidos a empregados formais.

— Como são famílias de baixa renda, muitos deles chegam a ter um dos maiores salários da família.  Por isso, em alguns casos, há orientação de como tratar esse dinheiro — salientou.

As atividades, exercidas durante a jornada de quatro horas diárias, são acompanhadas por tutores, que têm a função de supervisionar o trabalho do menor e atuar como um exemplo de boas práticas a serem adotadas.

— O tutor vai acolher o jovem, acompanhar o desenvolvimento de suas habilidades e ser o principal repassador de boas práticas — destacou, acrescentando que os participantes têm demonstrado muito interesse em aprender.